Auditoria do DENASUS confirma que Médicos do SUS transformaram hospitais públicos do Rio em clínicas de estética

(URL reduzida: http://goo.gl/w36Gkp)
 Uma auditoria no Hospital Federal de Bonsucesso comprova, de forma inequívoca, que a matéria abaixo produzida pela Rede GLOBO em junho de 2012 estava mostrando uma pura realidade. O relatório de auditoria do DENASUS de núm. 14345, de 12/08/2014, identifica várias pacientes que foram submetidas à mamoplastia de aumento e, simplesmente considera como sendo procedimento normal em um hospital público federal. Os diagnósticos de hipomastia  (peito pequeno) e até de ptose mamária (peito caido) foram algumas indicações médicas que motivaram o hospital federal de bonsucesso a autorizar o implante de próteses mamárias de silicone em diversas pacientes.
Para tornar esse absurdo ainda mais avassalador constata-se pela matéria do Bom dia Brasil, da rede Globo, de 13/04/2015, que 90% das mulheres que sofreram mastectomia total/parcial devido a retirada de tumor, simplesmentem não conseguem ter a resconstrução de mama feita pelo SUS. Veja a matéria .
Veja relatório da auditoria:


Ou baixe-o diretamente do site do DENASUS:
Assista a reportagem:
 
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Ministério Público Federal investiga a suspeita de que médicos do SUS estariam usando hospitais federais do Rio como clínicas de estética. A reportagem é de Mahomed Saigg e Flávia Jannuzzi.
A denúncia é dos próprios funcionários: em hospitais públicos, médicos estariam cobrando para fazer cirurgias e procedimentos particulares. Um esquema de desvio de próteses de silicone. Em vez de serem usadas em pacientes que tiveram câncer e perderam a mama, foram aplicadas em mulheres que desejam aumentar os seios. Esses procedimentos não podem ser feitos pelo SUS.
“Além da prótese mamária, a própria cirurgia de face, com anestesia local, lipoaspiração de pescoço, de abdômen e de dorso. Todos os procedimentos são pagos pelo Ministério da Saúde, em suma por todos nós, os contribuintes”, explica um servidor que não quis se identificar.
Os médicos também estariam aplicando toxina botulínica para embelezar pacientes. O uso da substância deveria ser destinado apenas a quem sofre de enxaqueca e incontinência urinária. “Muitas vezes você não precisa nem identificar aquilo que foi feito porque não há um controle efetivo do uso desse material”, alerta o servidor.
Segundo as denúncias, o esquema funciona há pelo menos três anos. Em uma planilha do Hospital da Lagoa, não há identificação de várias pessoas que receberam silicone. Em outra, do Hospital dos Servidores, foram cinco próteses para uma mesma paciente e no mesmo dia.
O Ministério Público Federal já está investigando o caso. Os médicos podem ser denunciados por corrupção e peculato, quando há uso indevido de um cargo público. Os pacientes também podem ser incriminados por coautoria.
“Quando se sabe que itens adquiridos para o atendimento da população são desviados para atender a interesses particulares, a coisa ganha uma conotação muito grave”, destaca o procurador federal Carlos Aguiar.
O Ministério da Saúde declarou que se a sindicância interna confirmar a fraude, os médicos serão punidos.
 
Assista a reportagem:
 
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O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para investigar uma denúncia de que médicos estariam colocando próteses de silicone em pacientes particulares, usando o material e a estrutura de hospitais federais do Rio, conforme mostrou o RJTV.
As denúncias são de um funcionário do Ministério da Saúde que não quer se identificar. Segundo ele, cirurgiões de hospitais federais do Rio estão desviando próteses de mama para o aumento dos seios de pacientes. Um procedimento que não é coberto pelo Ministério da Saúde.
O RJTV entrou em contato com o Ministério da Saúde no Rio, para falar sobre as denúncias, mas até a publicação da reportagem não teve resposta.
Os médicos recebem salário do Sistema único de Saúde (SUS), são funcionários do Ministério da Saúde. As próteses são pagas pelo SUS, equipamentos todos pagos, enfermagem, material, sala cirúrgica, limpeza, tudo é financiado pelo SUS.
Dados foram tirados do sistema de gestão hospitalar do Hospital da Lagoa. A planilha mostra a saída das próteses do estoque, com o nome das pacientes que receberam. Os preços variam de acordo com o tipo de prótese. Algumas chegam a custar mais de R$ 5 mil.
De acordo com a denúncia, muitas dessas próteses, destinadas à cirurgia plástica de reparação, foram usadas para fins estéticos. Na mesma planilha, é possível ver que o nome da mesma paciente aparece até cinco vezes. Em uma outra, não há identificação de vários pacientes que receberam a prótese.
O MPF recebeu a denúncia em abril e instaurou um inquérito civil público para investigar a fraude. Um funcionário do Ministério da Saúde já foi ouvido e deu detalhes sobre o esquema que, segundo ele, funciona há três anos. Os médicos suspeitos de envolvimento nas irregularidades também estão sendo investigados em um procedimento criminal.

 Fonte: g1.globo.com (em 15/06/2012)

Assista a reportagem:
 
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Cerca de 90% das Brasileiras com câncer não conseguem a reconstrução imediata do seio pelo SUS. 

 Fonte: globotv.globo.com (em 13/04/2015)

Um mesmo cartão foi usado para cobrar por internações de mais de cem pessoas. O governo vai ter dificuldade para combater a fraude nas internações fictícias.
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